sábado, 11 de agosto de 2012

Pt: 01 - Levantem-se Aves do Mal


Devaneios sobre como é ser uma Ave do Mal, o primeiro de alguns que serão postados com objetivo de reunir indivíduos que também se sentem assim, Aves do Mal.







Diariamente ouço dizerem que tenho tudo para dar certo. Fico me perguntando o que falta... Sei a resposta, e ao mesmo tempo não sei precisar o que é.

(Ave do Sul)




Deixa-me chorar meu destino cruel e suspirar pela liberdade.

(Era-Journey)



Aves do Mal: Pensamentos e Diálogos

É tão destrutivo... uma hemorragia mental que vem e passa tão rapidamente... e volta... e vai embora... montanha russa que se apega e não larga mais... emoções e sensações efêmeras, degradantes... me deixem em paz!

(Ave do Sul)



A casca está ruindo, tenho medo por todos se alguém contemplar por completo meu monstro interno.

(Ave do Norte)




Uma hora me considero à parte, diferente, outras essa verdade é pressionada contra mim, o que eu queria era ser inocente, voltar ao início e interromper-me a mim mesmo quando dei início ao que me tornou o que sou.

(Ave do Norte)




Diálogos...

"Ave do Norte: o que importa é ser feliz
a verdade só faz a gente pior
Ave do Sul: é
a maldição de saber a verdade... às vezes me sinto privilegiado, às vezes como sendo a erva-daninha da horta dos outros
Ave do Norte: Faca de dois gumes,
é isso que somos
Ave do Sul: pessoas como nós não podem ser caracterizadas pelos outros
eles nunca acertam nosso estado atual... nem nós mesmos acertamos"




O vácuo me possui, eu simplesmente não vejo futuro em frente aos meus olhos.

(Ave do Norte)





Diálogos...

"Ave do Norte:
ser eternizado no folclore, meu sonho
Ave do Sul: seremos o terror das próximas gerações
Ave do Norte: queria ser lembrado por outros feitos,
mas isso é utópico
Ave do Sul: utopia...
é tudo que parece nos restar
Ave do Norte: Utopia é o ar que ainda circula"




Até Deus, meu único amigo eu matei.

(Ave do Norte)





A madrugada se aproxima e tenho medo de mais uma vez cair na armadilha da insônia. Sei que as sensações de morte são cada vez mais frequentes e categóricas... e a quem recorrer em meio ao inferno?

(Ave do Sul)





Um amontoado de emoções, confusas, múltiplas, contraditórias, sobre um plano de fundo chamado vazio existencial; tudo isso coberto por uma pele humana. Eis o que somos.

(Ave do Sul)





Mesmo podendo ser quem eu quiser, continuo apenas casca com essência ruim.

(Ave do Norte)




Dualidade maldita!

(Ave do Norte)



Sinto-me bem escutando algumas músicas, vendo alguns filmes e lendo alguns livros. Eles alimentam minhas utopias.

(Ave do Sul)




Aves do Mal: Marina & The Diamonds e as Aves






Dona de casa, Rainha da Beleza, Destruidora de Lares, Ídolo Teen.
Rainha da falta de identidade,
Eu sempre me sinto como outro alguém,
Um mito vivo.
Eu cresci em uma mentira!
Eu posso ser qualquer um!
Um estudante da identidade e ilusão,
Um filme vivo,
Uma falsa de verdade!
E você nunca vai saber (...)

(The Archetypes)





Todo dia eu sinto o mesmo,
Presa, e eu nunca posso mudar
Sugada para um balão preto,
Cuspida em um quarto vazio

Será que realmente vale a pena?
Será que eu realmente mereço?
Isso acontece quando você está ferido
Isto me tira da superfície
Do meu coração
Do meu coração

Eu estou vivendo morta, morta, morta, morta,
Apenas vivo,vivo,vivo,vivo,
Quando eu finjo,finjo,finjo,finjo
Que eu morri, morri, morri, morri,

Eu não tenho vivido a vida
Eu não vivi o amor
Apenas a vista do olho do pássaro
Do céu acima
Eu estou morta, morta, morta, morta,
Eu estou vivendo morta,morta,morta,
Morta

Tenho plástico bolha em volta do meu coração
Esperando minha vida começar
Mas todos os dias isto nunca vem
Permanentemente em um quadrado

Quando é tarde da noite
Estou muito insatisfeita
Na espera por uma vida vazia
Nós aborrecemos à luz da lua
À luz
À luz,luz,luz,

Eu estou vivendo morta, morta, morta, morta,
Apenas vivo,vivo,vivo,vivo,
Quando eu finjo,finjo,finjo,finjo
Que eu morri, morri, morri, morri,

Eu não tenho vivido a vida
Eu não vivi o amor
Apenas a vista do olho do pássaro
Do céu acima
Eu estou morta, morta, morta, morta,
Eu estou vivendo morta,morta,morta,
Morta

Deitado em uma névoa brilhante e eu
Penso em todos os homens que
Eu poderia ter beijado

Eu não tenho vivido minha vida
Eu não vivi o amor
É apenas uma visão panorâmica
De cima

Eu estou vivendo morta, morta, morta, morta,
Apenas vivo,vivo,vivo,vivo,
Quando eu fingir, finjo, finjo, finjo
Que eu morri, morri, morri, morri,

Eu não tenho vivido a vida
Eu não vivi o amor
Apenas a vista do olho do pássaro
Do céu acima
Eu estou morta, morta, morta, morta,
Eu estou vivendo morta,morta,morta,
Morta

(Living Dead)


Aves do Mal: Devaneios sobre a Essência Maldita



A existência das Aves do Mal se resume à um vazio cortante, coberto por uma casca multifacetada que é capaz de produzir e participar de encenações quase perfeitas.

(Ave do Norte)



Complexo e subversivo.

(Ave do Sul)



"Certos indivíduos não manifestariam calor afetivo e suas expressões emocionais seriam formais, semelhantes às de 'um ator tecnicamente bem treinado, mas a quem falta algo da vida real'. As personalidades 'como se', apesar de parecerem muito bem ajustadas à realidade, funcionariam, na verdade, como 'camaleões humanos' que imitam e se identificam passivamente com o meio ambiente, manifestando uma contínua disposição em adotar as atitudes ou reações que se esperam deles. O indivíduo não teria, portanto, desenvolvido uma personalidade unificada e singular, mas sim, uma personalidade múltipla, volúvel e que muda ao sabor da maré."

O texto acima, retirado de um site, faz uma boa descrição . Assim são muitos. Camaleões humanos. Zumbis. Assim sou eu. Mas não estou só. São milhões ao redor do mundo. Somos doentes e ao mesmo tempo não somos.

(Ave do Sul)



Nuvens que anunciam tempestade se instalam, tornando o dia mais escuro, ocultando os raios de sol. Um redemoinho de emoções e sentimentos que torna a vida (ou seria sobrevivência?) mais pesada, mais sem sentido. As barreiras do sofrimento parecem ser intransponíveis.

(Ave do Sul)



É como morrer de sede, mesmo com centenas de litros de água fresca e potável ao meu redor. É como morrer de fome, mesmo estando diante de pratos apetitosos. Sem poder usufruir de nada disso...

(Ave do Sul)



Quando a insônia surge, traz consigo todos os problemas, passados, presentes e futuros. Problemas reais e imaginários. A madrugada se torna um terror. Sono, onde estás? Imploro que me salves por algumas horas...

(Ave do Sul)



Tenham fé (ou não). (rs)

(Ave do Sul)



Mil perdões não vão soar melhor que mais um escape,
É só mais um escape e terror, covardia é não fugir,
Quando não posso conviver, quando não podem conviver comigo.

(Ave do Norte)



Os abutres não precisam me dizer que a linha final está se aproximando.

(Ave do Norte)




Não precisam me dizer quando não sou bem-vindo, obviamente estarei a Km's de distância no segundo num piscar de olhos carregado de desprezo.

(Ave do Norte)




Dentro o vazio corrói, fora a casca se desintegra, olhar para trás causa náuseas e olhar para frente requer uma dose de ironia fora de série para observar algo além do vácuo.

(Ave do Norte)




Monólogo, Aves & Backup.

Monólogo - É bom manter esse diálogo comigo mesmo escrevendo, comigo apenas porque esse blog não vem com intuito de ser divulgado e sim de serventia pessoal do Manoel, aquele estranho que posta coisas suicidas, depressivas, niilistas, sem graça. Ele sempre quis saber o porque de ser como é, se existiam mais pessoas que se sentiam como ele, se o que ele sentia era provocado por alguma doença de cunho psicológico ou sofria filosoficamente de algum grupo de pessoas assim, que soavam subentendidas.


Aves - Logo ele viu que sim, existiam mais pessoas como ele, nem preciso detalhar como são, o blog é uma prova concreta e explicativa dessa personalidade. Ao encontrar mais pessoas como ele, principalmente um grande amigo que ele mesmo julgava seu reflexo, vice-e-versa, no espelho, então criaram um arquétipo para essas pessoas de comportamento X, nesse ponto estou sendo bem incisivo pois o Arquétipo, advindo dos conceitos de Jung talhou uma nova face para pessoas como eles. Eles então se tornaram as Aves do Mal.


Backup - Muito material foi coletado, muito foi pesquisado pelos dois amigos e consequentemente muito foi produzido, além de conversas aleatórias carregadas de teorias sobre os mais diversos temas dentro do universo das Aves do Mal, também foi criado uma página no youtube com uma série de videos sobre as Aves e uma página no Facebook aonde postavam informações e pensamentos que vagavam nas mentes sedentas. No começo havia um intuito de contactar outras Aves através dessas portas, mas divulgar algo tenebroso não é fácil por isso a ideia de comungar com outros além deles se perdeu. Mas não as informações.
Para que tomassem um aspecto mais caricato, mais incisivo os dois postavam com codinomes, Ave do Norte e Ave do Sul, a partir disso muito foi construído, para o legado das Aves. Manoel é a Ave do Norte e tudo que foi postado sobre elas virá pra cá como forma de preservação desse conteúdo.










Casca mutilada, multifacetada, várias extremidades e todas as faces intensas.

Casca vazia, Casca Cheia de nada, Casca demasiadamente cheia de tudo e prestes à explodir.

Casca feia, Casca descartável, complexo e redenção, assina geneticamente o nome da Casca.

Apenas Casca, que não deve ser notada até desaparecer.

(Ave do Norte)

Hiato e Recomeço

Esse blog sempre foi meu legado, mesmo sabendo que as letras que componho em sua maioria tratam do meu aspecto interior, e que esse interior é em grande parte obscuro e suicida, sempre foi meu legado, meus gritos codificados em letras.
Pensei que em algum dia eu desistiria de escrever, talvez porque enfim teria encontrado a felicidade que tanto almejo, mas não, estou aqui mais uma vez, o futuro feliz é uma utopia até que eu me prove o contrário.
Recomeços sucedem hiatos e assim a vida caminha, rápida para uns, lenta para outros. Até mais, quem sabe na frente alguém (ou eu)leia tudo isso e veja que foi verdadeiro, tudo que se passou dentro, inerte e de cabeça baixa por fora, tempestade e terremotos por dentro, por tanto tempo.

Continuamos, todas as Aves, em busca do processo de catarse completo.

Engodo

Engodo é uma palavra de define bem o que eu devo ser no final das contas. Complexo até demais falar de problemas, de problemas, problemas que todos têm, problemas comuns, problemas fortes, problemas, todos tem problemas, quem sou eu pra ser mais um pra quem já tem problemas até demais, boa parte dos demais, causados por consequências dos próprios erros antigos que fiz e que acarretaram danos em todos à volta.
Que complexo, que problema, mais um problema, causados por outro problema, eu. Por isso sou categórico em afirmar a mim mesmo cem vezes por minuto, que sou engodo, engodo, aresta, engodo. Sabe quando você sabe que nunca vai poder mudar por completo, porque sempre vai pagar pelos erros cometidos? Sabe mesmo? Entende o que é estar preso a um ciclo de mentiras e estratagemas forçados mesmo se forçando a dizer que vai mudar para melhor?
Quero saber mesmo é até quando essa ladainha que rezo todo dia vai funcionar um dia, rezo nada, prometo num ato de Fé que me forço a acreditar não ser vazio, valer a mudança, valer o ato de mover-se numa direção contrária a tudo que fiz, ao certo. Por amor aos que me amam e confiam em mim mesmo eu sendo nada, um zero à esquerda, aquele que sempre vai se cobrir de autoelogios pseudo-humildes contra a vontade (nem tanto) para garantir mais alguns sorrisos e elogios deles, nesse caso cheios de orgulho desse filho que queria honrar tudo que recebeu, mas só se encontra como engodo, em tudo, em tudo.
Vou fazer o favor de esquecer a sensação de que realmente todos à volta são prósperos, felizes à suas maneiras e que sou apenas uma ilha, observando e dando suporte para a vitória de todos eles. Engodo, suporte dos outros. Queria tanto ser como eles, queria que meu passado fosse apagado para começar outra vida, como se fosse outro alguém, queria recomeçar e tentar ser quem eu sonho em ser pra eles que me amam e merecem tanto alguém que os orgulhe, queria, quero, sempre.